A exposição Infância e Culturas Escolares foi estruturada de maneira diluída, aberta, esparramada pelo campus da UNESC (Criciúma/Brasil), em diferentes espaços de passagem, convidando e acolhendo os usuários dos diversos blocos e demais visitantes, ou seja, acontece em um museu-sem-paredes.

 

Sempre na perspectiva de ressignificar o conceito de museu e de exposição, nesta mostra, os objetos da cultura escolar estão tanto expostos e musealizados, quanto utilizados como suportes para expressões plásticas de crianças, como ainda assumem papel cenográfico na ambientação dos objetos, textos e imagens, constituindo-se, ao mesmo tempo, fim e meio da exposição.

A despeito de entendermos que o simples olhar do público já lhe confere a posição de contemplador ativo, que interage com o visto a partir de seu repertório anterior e, assim, estabelece o diálogo com e a significação sobre o objeto/texto/imagem exposto, pretendemos dar aos sujeitos visitantes mais abertura e autoria. Buscamos deslocá-los da posição de visitantes-externos para a de co-autores da exposição.

Facultamos ao público também espaços de participação direta, convidando-o a relatar/registrar suas memórias escolares; a se posicionar acerca de polêmicas pedagógicas, ou ainda enfrentar desafios lógico-matemáticos. Sua participação pode se dar também através de debates nas visitas agendadas para grupos. Disponibilizar na web mais textos e/ou bibliografia sobre os temas abordados na mostra – como infância, escola, cultura – foi outra estratégia usada para ampliar a comunicação com o contemplador, abrindo mais portas de entrada.

Pensar criticamente a infância e as culturas escolares é assumir a especificidade dos valores, ações, objetos, ritos e ritmos produzidos nas instituições de ensino formal para, sobre e pelas crianças. De que formas se dão os processos de apropriação e produção de conhecimento nas escolas? O que fazem e como se comportam as crianças nos espaços de educação infantil? De que maneira pensam, planejam e agem os profissionais destas instituições? Como estas e tantas outras perguntas se manifestariam/ se manifestaram em diferentes tempos e espaços?

Esta proposta de exposição é um convite à reflexão crítica sobre a relação infância e culturas escolares e, ao mesmo tempo, um despertar da memória de cada um de nós; a possibilidade de, a partir de imagens, objetos e textos, resgatarmos e ressignificarmos histórias; aguçarmos curiosidades; instigarmos a busca por novos saberes.

 

Venha integrar-se a este espaço sem fronteiras;
a este museu-sem-paredes...
O museu é seu!


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